Sinta-se bem!

language="javascript"

domingo, 9 de janeiro de 2011

AFETIVIDADE E DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: UMA ABORDAGEM PSICOPEDAGÓCICA

RIO DE JANEIRO, 29 DE NOVEMBRO DE 2010.
A transmissão dos sinais emocionais pelas crianças

“Quando amamos e acreditamos do fundo de nossa alma, em algo, nos sentimos mais fortes que o mundo, e somos tomados de uma serenidade que vem da certeza de que nada poderá vencer a nossa fé. Esta força estranha faz com que sempre tomemos a decisão certa, na hora exata e, quando atingimos nossos objetivos ficamos surpresos com nossa própria capacidade.”
PAULO COELHO
Afetividade e dificuldade de aprendizagem: Uma abordagem psicopedagógica
Apesar de toda a tecnologia, escrever ainda é uma das funções mais privilegiadas na vida do ser humano, uma vez que através dessa atividade que se registram fatos, se expressam sentimentos e até mesmo se trocam idéias e informações com outras pessoas.
Dentro de tantas dificuldades que podem surgir na aprendizagem uma delas está relacionada à escrita, o medo de escrever.
É importante salientar que este medo não está dentro dos medos citados, mas achei importante apresentá-lo.
É importante salientar que o medo é um comportamento que devera ser visto com muito cuidado e atenção, pois o medo pode atrapalhar a aprendizagem da criança. Deve-se saber respeitar esse medo e estimulá-la a realizar atividades que a levam adquiri autoconfiança, quando isto ocorre mesma fica surpresa com sua capacidade ,(o desenho, a pintura a colagem,...) são atividades iniciais que antecedem a escrita e ajudam muito. É notável o medo em algumas crianças e o professor deverá perceber e orientá-la para alcançar seus objetivos.

Gardner, afirmou que o homem possui múltiplas inteligências que incluem as dimensões lingüísticas, lógico – matemáticas, espaciais, musicais, sinestésico-corporais, naturalistas, intrapessoais e interpessoais.

Logo surgiu, o conceito de Inteligência Emocional, que o autor explica:
As pessoas com inteligência emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de se sentirem satisfeitas e serem eficientes em suas vidas, dominando os hábitos mentais e formentando a criatividade e produtividade. Por outro lado, aquelas que não conseguem exercer algum controle sobre a vida emocional travam batalhas internas intensas ,que sabotam sua capacidade de se concentrar no trabalho e pensar com clareza e de se relacionar com os outros. (Cória- Sabini,1998,p 13)
Verificamos em nossos dias, muitas pessoas cultas e estudiosas que não sabem lidar com o seu dia - dia. Elas têm dificuldades em lidar com suas próprias emoções e com isso a dificuldade em lidar com os que estão ao seu redor.
O educador pode auxiliar seu aluno a tomar consciência de seus próprios bloqueios, seus medos, suas angústias, suas ansiedades (afetividade). Desde que tenha competência para auxiliar seu aluno nos casos citados, é claro, que deverá saber como fazer nesses casos.
Podemos analisar alguns aspectos afetivos que podem interferir na aprendizagem escolar e o papel do corpo como veiculo para expressar emoções.
-Relacionamento familiar
Relacionamento aluno-professor
Afetividade familiar
Afetividade escolar,...
O relacionamento afetivo é de grande valor para se estabelecer relacionamento entre as pessoas.
Defontaine (1980) afirma que o homem dispõe de seu corpo para agir e se expressar devendo ajustar-se em algumas situações e em outras simplesmente reagir.
Segundo este autor os movimentos traduzem de certa maneira de ser a personalidade, as emoções são percebidas através dos movimentos e expressões que fazemos com nosso corpo.
A afetividade colabora para melhor desempenho das nossas emoções. Uma criança bem tratada vai estar em um ambiente propicio a uma expressão de amor.
A motricidade, a afetividade e a inteligência estão ligadas.
Maldonado, (1981) afirma que o desenvolvimento emocional da criança não se processa progressivamente, Isto é, como se fosse uma linha reta crescente que mostraria que cada etapa atingida seria um degrau para a criança superar alguns hábitos e fazer anteriores.
Enfim, o comportamento é ociloso, há momentos regressivos, desorganizados, ou de alguma dificuldade particular do momento.
Se tratando de criança, ela dificilmente mascara um comportamento.
Considerando os inúmeros fatos que impulsionam as modificações do comportamento emocional, sem priorizar nenhum, é importante ressaltar que todos esses sentimentos de agressividade, ansiedade, estresse, auto- estima baixa, medo timidez vem muitas das vezes de forma repetitiva e incisiva por parte do adulto criando certa expectativa na criança que acaba tendo a inteligência emocional abalada.
Devemos priorizar os sentimentos dos pequeninos e principalmente ter tempo para escutar o que eles têm a dizer.
Essa relação estabelece um clima de segurança para a criança e pouco a pouco um relacionamento afetivo.